Palmeiras engata a quarta vitória e mantém 100% no Paulistinha

O atacante Dudu lutou muito e foi recompensado com um gol

Os periquitos em revista conquistaram a quarta vitória consecutiva no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. A equipe manteve 100% de aproveitamento ao derrotar o Bragantino por 2 a 0, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista.

O Palestra foi sempre superior ao coirmão, mas só chegou ao triunfo no segundo tempo. Keno e Dudu marcaram os gols. Keno fez a festa dois minutos depois de ter substituído Borja. O pitbull Felipe Melo voltou a roubar a cena no meio de campo com ótima atuação. Deu um passe magistral para Dudu assinalar o segundo gol. Lembrou Gerson, o ‘Canhotinha de Ouro’.

O Palmeiras soma agora 12 pontos no grupo C. Tem cinco de vantagem sobre o São Bento, segundo colocado. Na quinta rodada, receberá o Peixe na mansão Allianz Parque. O Bragantino acumula seis pontos, três atrás do líder Corinthians na chave A.

Mesmo sem forçar o ritmo, já que a equipe ainda se ressente de melhores condições físicas, o Palmeiras se impôs ao Bragantino desde o início da partida. Comandou as ações e chegou a ter 80% de posse de bola, contra apenas 20% do time da terra da linguiça, que somente abdicou do esquema defensivo depois dos 30 minutos de partida.

Apesar do amplo domínio, o Palmeiras criou apenas uma grande chance para marcar. Aos 36, Lucas Lima deu excelente lançamento ao colombiano Borja. O atacante de R$ 33 milhões ganhou na corrida de um zagueiro, invadiu a área, ficou cara a cara com o goleiro Alex Alves, mas bobeou e perdeu o gol na hora de o periquito bater asas de alegria. O Bragantino só incomodou Jailson em chutes de Victor Hugo e Evandro.

O Palmeiras aumentou o ritmo no segundo tempo, explorando muito bem as descidas de Dudu e Michel Bastos pela esquerda, setor mais fraco da zaga do Bragantino. Porém continuou chutando pouco. Aos 16, primeira mudança no Palestra: saiu o esforçado Borja, entrou Keno. E, dois minutos depois, pimba na caxirola: Michel Bastos cruzou e Keno, livre de marcação, tocou para o gol.

Na sequência, nova alteração no Palmeiras: Moisés no lugar de Tchê Tchê. Aos 27, Dudu nocauteou o Braga. Felipe Melo lançou brilhantemente o atacante, que limpou um adversário, chutou com categoria e correu para o abraço. Um belo gol, o primeiro de Dudu na temporada.

Aos 35, muito aplaudido pela torcida, Dudu foi substituído por Guerra. Na bacia das almas, os periquitos em revista procuraram administrar o resultado, aos gritos de ‘olé’ da galera. Missão cumprida: quarta vitória garantida. Único time com 100% de aproveitamento no campeonato.

Na casa alugada do Pacaembu (13.609 pagantes/R$ 330.440), o moleque Rodrygo voltou a salvar o Peixe. O novo xodó da torcida substituiu Caju no segundo tempo e marcou o gol de empate contra o Ituano, aos 45 minutos. O time do interior saiu na frente, com um tento de Baralhas, aos 17 da etapa inicial. Na partida com a Ponte, Rodrygo também deixou o banco e garantiu a vitória por 2 a 1 na bacia das almas.

O Ituano surpreendeu o Santos ao mostrar bom futebol, principalmente na primeira fase. Só ficou no 1 a 0 porque parou nas luvas do goleiro Vanderlei. Na segunda etapa, o time santista melhorou com as entradas de Sasha e Jean Mota. Saíram Rodrigão e Matheus Jesus, respectivamente. Mas só conseguiu evitar a derrota com Rodrygo em campo.

O garoto mostrou muita personalidade. Partiu para cima do adversário com belos dribles e velocidade. Por pouco não assinalou o gol da vitória no último lance do embate. Já o centroavante Rodrigão voltou a decepcionar. A torcida pediu sua saída ainda no primeiro tempo.

O Santos lidera o grupo D com sete pontos, quatro a mais que o Botafogo de Ribeirão (ainda vai jogar). O Ituano chegou a seis. Ocupa a terceira posição na chave A. Na quinta rodada do Paulistinha, o Peixe visitará o Palmeiras na mansão Allianz Parque. Gabigol pode reestreia no ataque santista.

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Pitaco do Chucky. Brasil, uma interminável ópera do malandro.

Balcão de chuteiras. Negócios de ocasião: assim, o ‘professor’ Dorival Júnior definiu as contratações dos atacantes Nenê e Tréllez. Trocando em miúdos: não indicou nenhum dois, a cartolagem resolveu agir por conta própria. “Estávamos trabalhando outros nomes, com outras funções. Mas Nenê e Tréllez são grandes jogadores, opções apresentadas pela diretoria.” Manda quem pode, obedece quem precisa.

Zé Corneta. Cueva, fósforo queimado no soberano São Paulo.

Pobre Corinthians. A briga pelo poder no Parque São Jorge nas eleições de 3 de fevereiro tem tudo, e mais um pouco, para terminar na Justiça. Qualquer semelhança com o Vasco não é mera coincidência, é mesmo uma falta de respeito de cartolas oportunistas com a gloriosa história do Corinthians. Abutres.

Sugismundo Freud. Não é a distância que afasta as pessoas, é o ‘tanto faz’.

Mundo maluco. Acredite se quiser: o Circo Brasileiro de Futebol foi contemplado com o ISO 9001/2015, certificado internacional de boa gestão. Mesmo com o imperador ostentação Del Nero afastado por envolvimento no escândalo de corrupção do ‘Fifagate’, a casa maldita do ludopédio nacional foi aprovada por conta da “eficiência na administração e controle do futebol brasileiro”, desde o setor de competições até a arbitragem. Fala sério!

Dial. Um veterano comentarista de rádio, mais azedo que limão, adotou uma nova tática: só detona quem não lhe dá entrevista ou vai a seu programa na TV.

Oh céus, oh vida. Tudo bem, o Flamengo preservou as estrelas e apostou nos moleques nas primeiras partidas da Taça Guanabara, o primeiro turno do mequetrefe Carioquinha. Em campo, o planejamento funcionou às mil maravilhas: três jogos, três vitórias. Também mostrou alguns garotos de futuro. Já nas bilheterias… Que pobreza! Pouco mais de 11 mil testemunhas nas três partidas. Mais precisamente 11.449 representantes da maior torcida do futebol brasileiro, um apaixonado exército de 35 milhões de rubro-negros. No ‘Clássico dos Milhões’, contra o Vasco, mais um show: 18.587 pagantes. Por essas e outras mendicâncias, a pátria das chuteiras furadas é invejada pelos incompetentes europeus.

Caiu na rede. Pacaembu, Arena Corinthians e Morumbi… Muda o estádio, mas o resultado do Majestoso segue #SemNovidade.

Gilete press. De Rodrigo Capelo, em ‘Época’: “Meio sem querer, a Receita Federal acabou interferindo no cenário do futebol brasileiro no início da temporada de 2018. Ainda que o crédito continue privilegiado, o fato de ter acabado o ‘risco zero’ faz com que o Palmeiras tenha de mudar sua postura no mercado. Não dá mais para pagar valores acima de mercado com o bolso da Crefisa. Tampouco fará bem recusar quaisquer propostas que cheguem para os atletas em questão, porque os investimentos feitos neles precisam ser recuperados. Fragiliza o império alviverde, mesmo que ligeiramente, e obriga os dirigentes a agir com mais cautela.” Fato.

Tititi d’Aline. Dos 10 brasileiros mais influentes nas redes sociais, cinco pertencem ao mundo das chuteiras. O atacante Neymar lidera o ranking, com 180 milhões de seguidores. Ronaldinho Gaúcho aparece em segundo, com 80 milhões. E Kaká fecha o pódio, com 72 milhões. O zagueiro David Luiz ocupa o quinto lugar, com 51 milhões, um milhão atrás do youtuber Whindersson Nunes. O lateral Marcelo é o sexto, com 50 milhões. O levantamento é do Instituto Mapa e ‘Mr.Predictions’. Também estão na lista: Anitta, Luan Santana, Paulo Coelho e Luciano Huck.

Você sabia que… o goleiro Jailson carrega apenas uma derrota (Grêmio na Copa do Brasil) em 39 partidas com a camisa do Palmeiras?

 Bola de ouro. Roger Federer. O suíço conquistou pela sexta vez o Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam da temporada. Número dois do ranking, Federer superou o croata Marin Cilic por 3 sets a 2 (6/2, 6/7, 6/3, 3/6 e 6/1) após uma batalha de três horas sob intenso calor. Aos 36 anos, o supercampeão também fez a festa em 2004/06/07/10/17. Igualou a marca de Novak Djokovic e agora coleciona 20 Grand Slams, quatro a mais que o segundo colocado, o espanhol Rafael Nadal. Federer levantou o 96º troféu em 145 finais.

Bola de latão. Flamengo/Vasco. O ‘Clássico dos Milhões’ bombou no ‘new Maraca’. O embate pelo Carioquinha atraiu nada menos que 18.587 pagantes (R$ 529.937). Com tanto apoio nas arquibancadas, rubro-negros e vascaínos se superaram em campo e ficaram no ‘oxo’, sob efusivas vaias.

Bola de lixo. Parque Olímpico. Um fantástico legado: o lago artificial só abre para a população aos domingos. Manutenção engole R$ 340 mil por mês dos abarrotados cofres da falida prefeitura da Cidade Maravilhosa das balas voadoras. Próxima ao lago, a pista de ciclismo BMX está fechada desde a Rio-16.

Bola sete. “Reconhecemos que o Corinthians merecia a vitória, mas o São Paulo não merecia jamais a derrota” (do ‘professor’ Dorival Júnior, após o Majestoso – Freud explica).

O povo quer saber. Quem é ‘menos ruim’: o corintiano Kazim ou o santista Rodrigão?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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