Corinthians mantém tabu sobre soberano Tricolor e Fiel canta ‘o freguês voltou’

Corinthians x São Paulo
Jadson comanda a festa corintiana no Pacaembu

O Corinthians derrotou o soberano São Paulo por 2 a 1, no Pacaembu (31.972 pagantes/R$ 1.278.027,50) e manteve o tabu, sob os gritos da Fiel de ‘o freguês voltou’. A equipe não perde como mandante para o coirmão desde 9 de março de 2014 – 3 a 2 para o Tricolor.

Após quase quatro anos, o Majestoso voltou a ser realizado no próprio da municipalidade. O estádio já abrigou 136 clássicos, com 51 triunfos corintianos e 50 são-paulinos. O Corinthians também leva vantagem em gols marcados, com 220 contra 217. Nos últimos tempos, o São Paulo virou freguês dos corintianos, que não perderam nenhum confronto em 2017 – em seis duelos, duas vitórias e quatro empates.

O Majestoso marcou a última partida do mandachuva e raios Roberto de Andrade no trono corintiano. No próximo sábado haverá eleição. O time atuará no dia seguinte contra o Novorizontino, fora de casa. O cartola encheu o time de combustível antes do clássico: pagou o prêmio de R$ 10,8 milhões pelo título do Brasileirão.

Até os 40 minutos, quando se transformou num festival de patadas dos dois times, o Majestoso surpreendeu pela disposição de corintianos e são-paulinos no primeiro tempo.

No embalo da Fiel, o heptacampeão brasileiro começou em ritmo de Fórmula 1. E precisou de apenas 60 segundos de jogo para abrir o placar. Depois de uma boa triangulação, Jadson recebeu de Rodriguinho na grande área e tocou na saída do goleiro Sidão. A defesa do Tricolor acompanhou o lance no melhor estilo jacaré: só com os olhos.

O São Paulo sentiu o golpe. Os erros no meio de campo e na zaga se avolumaram, enquanto o Corinthians continuou se impondo no toque de bola, mesmo com um a menos (Kazim joga na contramão).

Aos poucos, o São Paulo foi se equilibrando. Aproveitou a soberba de alguns corintianos, deixou de fazer ligação direta entre a defesa e o ataque, e passou a explorar muito bem a ‘avenida’ Juninho Capixaba, embora insistisse nos cruzamentos. Aos 24, Shaylon arriscou de fora da área e acertou a trave.

Um minuto depois, Militão cruzou da direita, Fagner falhou e Brenner estufou a rede de Cássio. Empate justo. O São Paulo marcava melhor quando, aos 33, Balbuena aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou sem chance para Sidão. O zagueiro paraguaio subiu sozinho após a batida de Clayson. Na bacia das almas, os times trocaram a bola pelas botinadas.

O São Paulo voltou mais ousado para o segundo tempo. Apertou o Corinthians e, aos 3 minutos, Balbuena salvou a equipe, evitando a conclusão de Brenner praticamente em cima da linha de gol.

Na esperança de pegar o Tricolor de calça curta, com um contragolpe, o ‘professor’ Fabio Carille adotou uma linha de cinco na defesa, quatro à frente da cozinha e somente o inútil Kazim na frente. Aos 13, Dorival Júnior trocou Brenner por Caíque, na tentativa de furar o bloqueio do Corinthians. Que, para alegria da Fiel, sacou Kazim e colocou Júnior Dutra.

Na sequência, Paulinho substituiu Shaylon no Tricolor, e Maycon ocupou o lugar de Rodriguinho, cansado. A essa altura do campeonato, o que se via era um São Paulo desesperado atrás do segundo gol e um Corinthians levando o jogo em banho-maria. Aos 34, última mudança são-paulina: Edimar por Reinaldo. E, no Corinthians, Juninho Capixaba por Guilherme Romão.

Balanço das horas sem ponteiros: apesar de ficar mais com a bola, o Tricolor ofereceu pouco perigo a Cássio na etapa final. O time quase não finalizou. Bem postado na defesa, o Corinthians garantiu a terceira vitória consecutiva no Paulistinha. E o São Paulo sofreu a segunda derrota.

Com o triunfo, o Corinthians agora soma nove pontos e lidera o grupo A. O São Paulo permanece com quatro pontos no B. Na quarta, o Tricolor vai até Londrina para enfrentar o Madureira, pela Copa do Brasil.

Antes de a bola rolar, a torcida tricolor recebeu uma boa notícia: a contratação do atacante colombiano Santiago Tréllez, 28 anos. O São Paulo pagará ao Vitória R$ 6 milhões por 70% dos direitos federativos do atleta.

Caso Tréllez não seja vendido até terminar seu acordo com o time paulista, o Vitória receberá mais R$ 2 milhões. Se for negociado antes, os baianos embolsarão uma parte da transferência. Tréllez é o quinto reforço do Tricolor para a temporada. Antes, o clube fechou com o goleiro Jean, o meia-atacante Diego Souza, o zagueiro Anderson Martins e o atacante Nenê.

O colombiano marcou 10 gols em 23 jogos pelo Vitória. Chegou a ser cobiçado por Corinthians e Peixe. Envolveu-se num caso de racismo contra Renê Júnior, em 2017. Hoje no Corinthians, o volante disse ter sido chamado de ‘macaco’ quando estava no Bahêa. Trélles garantiu que foi mal interpretado.

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

 

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