Peixe, uma noite para esquecer: gol mal anulado, pênalti perdido no último minuto e derrota

Santos x Bragantino Foto: Ricardo Moreira/Fotoarena Agência Lancepress! / LANCE!
Festa do Bragantino no aquário da Vila Belmiro

O Santos fechou a segunda rodada do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, como o diabo gosta: gol mal anulado, pênalti perdido por Rodrigão aos 48 do segundo tempo e derrota para o Bragantino por 1 a 0, no aquário da Vila Belmiro (7.508 testemunhas/R$ 233.615).

Apesar do fracasso, o Peixe ainda lidera o grupo D, com três pontos, um à frente do Red Bull. O Bragantino está na ponta da chave A, com seis pontos (100% de aproveitamento), contra quatro do Ituano e três de Corinthians e Linense.

A bola só precisou rolar alguns minutos para se desvendar o traçado do primeiro tempo: o Santos iria alugar o meio-campo e o Bragantino ficaria na torcida para sair um contra-ataque letal.

Não deu outra: o time santista goleou na posse de bola (62% a 38%) e nos escanteios (5 a 1), mas se mostrou ineficiente para furar o bloqueio defensivo do time de Bragança.

O melhor momento santista aconteceu aos 44 minutos: Vecchio cobrou falta na esquerda, Rodrigão cabeceou e o goleiro Alex Alves fez ótima defesa. Já o Bragantino foi para o vestiário com uma excelente marca: nenhum chute em direção ao gol.

O Santos aumentou a pressão no segundo tempo, encurralou o Bragantino e poderia ter feito a festa nos primeiros minutos se sua senhoria, o assoprador de latinha, Salim Chavez, não atendesse ao bandeirinha Bruno Rizo, que inventou impedimento num gol absolutamente normal de Arthur Gomes, após jogada de Rodrigão.

A equipe do Bragantino se soltou um pouco, aproveitando o cansaço do Peixe, e passou a ameaçar o goleiro Vanderlei. Sentindo que o time atravessava maus momentos, o ‘professor’ Jair Ventura trocou Renato por Jean Mota e Romário (fraquíssimo) por Eduardo Sasha. Objetivos: melhorar a criatividade no meio de campo e a força ofensiva.

O Bragantino continuou na mesma toada, à espera de uma chance. E ela veio, aos 36: Gerley acertou uma bomba na trave e Guilherme Mattis marcou no rebote. No desespero, com Rodrygo no lugar de Arthur Gomes, o Santos respirou o empate, aos 48.

Alex Alves derrubou Vecchio na pequena área e o juiz assinalou pênalti. Rodrigão bateu no meio do gol e Alex Alves defendeu com o pé, decretando a primeira derrota santista e o fim de um tabu de 26 anos sem vitória do Bragantino no aquário da Vila Belmiro.

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Pitaco do Chucky. Cristiane Brasil, a versão política das novelas do futebol.

Barriga cheia. Pelo rolar da bola quadrada do magnânimo Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, a Fiel cansou de gritar ‘vai Corinthians’ nas arquibancadas. Ainda está empanturrada com os títulos de 2017 – o estadual e o heptacampeonato brasileiro. Não há outra explicação para as 7.348 testemunhas que compareceram ao Pacaembu para assistir à goleada no Azulão do ABC. Desde outubro de 2012, o time corintiano sempre atraiu mais de 10 mil torcedores em jogos na capital paulista. Na estreia, contra a Ponte, havia 19.622 pagantes. Noves fora: 26.970 nas duas partidas. Ano passado, em 19 jogos do Brasileirão no Itaquerão, minha casa minha vida, o Corinthians cravou a média de 40.007 fiéis por partida, a maior da competição. Atraiu nada menos que 760.142 loucos por ti.

Zé Corneta. Torcedor são-paulino anda mais desanimado que pobre voltando de excursão.

Barriga cheia 2. Com a média obtida no Brasileirão, o Corinthians ocuparia o 41º lugar no ranking europeu de 2017/18. Deixaria a Juventus na poeira. A campeã italiana fechou 2017 com 38.262 por embate. O clássico contra o coirmão Palmeiras rendeu o maior público ao heptacampeão, com 46.090 pagantes. Desde 1976, a equipe corintiana não conseguia média superior a 40 mil. Em 1972, chegou a 40.719. Quatro anos depois, amealhou sua melhor marca ao fechar o campeonato com 47.729. No geral, os corintianos também encerraram um jejum. A última vez que o Brasileirão havia obtido mais de 40 mil pagantes por jogo acontecera com o campeão Flamengo, em 2009: 40.035. O soberano Tricolor, com preço de liquidação na bilheteria, ficou em segundo no ranking das arquibancadas em 2017, com 35.227 por partida.

Sugismundo Freud. A morte começa quando se perde o entusiasmo de viver.

Rei da média. O meia Scarpa surpreendeu na apresentação como principal reforço do Palmeiras até agora. Rasgou elogios aos cartolas e à Crefisa por terem apostado 6 milhões de euros (R$ 23,4 milhões) em seu futebol. Só há um probleminha no jogo de confetes: a patrocinadora não contribuiu com um centavo. O dinheiro para o atleta saiu apenas do cofre do Palestra.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Flamengo tenta rescindir contrato de Muralha, mas goleiro não segura a caneta e continua no clube.

Zapping. A plim plim torce o nariz: Botafogo x Palmeiras, pelo Paulistinha, cravou apenas 19 pontos no ibope da grande Pauliceia refém da bandidagem, seis pontos a menos que Corinthians x Ponte, na abertura do campeonato. Cada ponto representa 70,5 mil domicílios sintonizados.

Gilete press. De Fernanda Pontes, no ‘Globo’: “Emerson Sheik, de volta ao Corinthians, continua dando a maior dor de cabeça para seus vizinhos no Portobello, em Mangaratiba. Outro dia, do nada, ligou o som nas alturas, às três da madruga. Os condôminos, claro, chiaram. E ele devolveu: ‘Um dia sóóó!’. Desligou às 6h. Por falar em Portobello… Bem menos barulhento, Neymar anda sumido. Nunca mais foi visto em sua mansão no luxuoso condomínio. Já Zinho é um exemplo para a vizinhança. ‘Calmo como sempre, diz um deles.” Tico e Teco.

Tiro curto. Tem coluna do Malia, segunda e sexta, no ‘ultrajano.com.br’ 

Tititi d’Aline. Não convide as apresentadoras Renata Fan e Larissa Ertahl para dividir um pão sem manteiga no chá das cinco no mezanino da Band. Fan abomina Erthal, morena que substitui o ex-jogador Neto no programa ‘Os Donos da Bola’. A chefe do ‘Jogo Aberto’ quer ser a única rainha do esporte na emissora, garantem os linguarudos de plantão.

Você sabia que… Neymar aparece em quinto lugar no ranking das 10 celebridades que mais pintaram em campanhas publicitárias na TV brasileira, com 4.173 inserções, contra 12.967 do líder, o sertanejo Zezé di Camargo?

‘Bola de ouro’. São Caetano. Acertou na cabeça da mosca morta ao transferir o jogo com o Corinthians para o Pacaembu a fim de encher o cofre com a grana da Fiel. No toma lá dá cá, arrecadação de R$ 238.230, despesas de R$ 264.907 e cheque especial de R$ 26.677. Negócio da China!

Bola de latão. Tênis brasileiro. Thomaz Bellucci, Rogério Silva, João Souza, Guilherme Clezar e Bruno Soares se recusaram a defender o país no Zonal das Américas da Copa Davis. O Brasil jogará com a República Dominicana no início de fevereiro. Exceção de Soares, que optou por ficar ao lado da família, os outros jogadores decidiram priorizar o circuito da ATP. A confederação brasileira convocou Thiago Monteiro, João Pedro Sorgi e Thiago Wild para os jogos de simples, e Marcelo Melo e Marcelo Moliner para a disputa de duplas.

Bola de lixo. Estaduais. Mais um pontapé inicial inesquecível: na maratona de jogos pela pátria das chuteiras furadas, só nove clubes conseguiram atrair mais de 10 mil pagantes. Os maiores públicos: Cruzeiro – 33.006, contra o Tupi; Palmeiras – 31.679, diante do Santo André; e Remo – 30.860, contra Bragantino.

Bola sete. “Não sei o que é pior, se são duas horas de Kazim ou assistir a duas horas de Seleção SporTV. Precisa ter coragem para algum dos dois, porque é difícil” (do apresentador Lucas Strabko, chamado ‘Cartolouco’, da própria emissora – muy amigo).

Dúvida pertinente. Quem pode parar o Palmeiras no Paulistinha?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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Um comentário sobre “Peixe, uma noite para esquecer: gol mal anulado, pênalti perdido no último minuto e derrota”

  1. Bom dia, Malia, e parabéns pelo ótimo texto. Nesses campeonatos estaduais, só há aumento de público nos clássicos e nas fases finais (e, ainda assim, não é um aumento de público digno de tantos elogios quanto se pensa) e 90% dos jogos são tão divertidos quanto assistir “A Praça é Nossa”. Complicado…

    Sobre a situação do tênis brasileiro, nada que nos surpreenda, infelizmente. Os principais tenistas daqui não conseguem grandes resultados há anos e ainda estamos á espera do “novo Gustavo Kuerten”. Deve ser mais fácil acontecer isso do que criar uma política para democratizar o acesso de crianças e adolescentes de baixa renda à esse esporte. Um dia, quem sabe, isso sai do papel…

    Sobre a treta envolvendo Renata Fan e Larissa Erthal, também não há qualquer novidade. Desde que cortou relações com Milton Neves, Renata perdeu a humildade que tinha e começou a se achar mais relevante do que é por causa do sucesso que seu programa (leia-se “circo em rede nacional”) estava fazendo. Ela é mimada e tem muita força nos bastidores da Band. E é bom a Larissa tomar cuidado, porque se a Fanfarrona invocar de vez, aí é que vai sobrar pra ela…

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