Peixe larga na frente; Corinthians e soberano São Paulo dão vexame na estreia

Na cobrança de pênalti, Jadson praticamente atrasou a bola para o goleiro Ivan

Apenas a torcida do Santos pode festejar o pontapé inicial no Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. A equipe derrotou o Linense por 3 a 0, no campo do adversário. O soberano Tricolor, com um time recheado de garotos, levou bala do São Bento (2 a 0), na casa do inimigo, enquanto o atual campeão, o Corinthians, frustrou a Fiel e apanhou da Ponte (1 a 0).

Na casa alugada do Pacaembu (19.622 torcedores/R$ 677.537,50), o Corinthians se mostrou incompetente para derrubar a Macaca, mesmo jogando com um a mais no segundo tempo – Felipe Cardoso foi expulso no final da etapa inicial. Jadson perdeu um pênalti. No melhor estilo enceradeira, o Corinthians rodou, rodou e dançou.

Apesar de prestigiado pelo ‘professor’ Fabio Carille, o centroavante Kazim voltou a tropeçar na bola. Na verdade, o ataque corintiano, com o ‘gringo da favela, Romero e Clayson, foi uma tremenda decepção.

A produção ofensiva só melhorou um pouco quando Lucca e Marquinhos Gabriel substituíram Romero e Clayson, respectivamente, aos 16 minutos do segundo tempo. Mas Kazim permaneceu…

Com um a menos, a Ponte procurou se fechar na etapa final. Montou com duas linhas de quatro e ficou à espera de uma estocada fatal. Ela aconteceu aos 23 minutos: Saraiva avançou pela direita, driblou o fraco lateral Guilherme Romão e bateu para o gol. A bola desviou em Gabriel e entrou no ângulo.

O Corinthians poderia ter empatado cinco minutos depois. Jadson recebeu de Fagner, limpou a marcação e foi derrubado por Luan. Pênalti! O meia cobrou e o goleiro Ivan encaixou a bola. Jadson praticamente atrasou a bola.

A equipe corintiana partiu para o tudo ou nada. Júnior Dutra entrou no lugar de Jadson. No desespero, o Corinthians tentou chegar ao empate. Parou nas luvas de Ivan. No final, Guilherme Romão levou o cartão vermelho.

Em Lins, no estádio Gilbertão (5.866 pagantes/R$ 243.530), o Peixe fisgou fácil o Linense (3 a 0), na estreia do ‘professor’ Jair Ventura. Mesmo sem mostrar um futebol de primeira, já que os jogadores voltaram ao batente há menos de duas semanas, o Santos venceu com tranquilidade.

Arthur Gomes abriu o caminho da vitória aos 20 minutos de partida, após passe de Vecchio. O atacante estava no banco e substituiu Bruno Henrique, que saiu logo no início depois de levar uma bolada no rosto. Em vantagem, o time procurou atrair o Linense a fim de surpreendê-lo no contragolpe. O time do interior nada de útil produziu.

Na bacia das almas, aos 46, Rodrigão marcou o segundo. Um golaço: o centroavante soltou uma bomba de fora da área e encobriu o goleiro Victor Golas. Aos 10 minutos do segundo tempo, Arthur Gomes, de cabeça, aproveitando cruzamento de Copete, mandou o Linense a nocaute.

No estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, com direito a gritos de ‘olé’ da torcida (9.147 pessoas/R$ 341.350), o São Bento bateu o soberano Tricolor por 2 a 0. O ‘professor’ Dorival Júnior escalou uma equipe cheia de garotos e se deu mal. No primeiro tempo, poucas emoções e muitos erros.

Desentrosado, o São Paulo não teve criação no meio de campo e foi obrigado a apostar nas jogadas pelos lados, com Júnior Tavares e Maicosuel, sem sucesso. Para complicar, Bissoli saiu muito da área e prejudicou ainda mais o setor ofensivo da equipe.

Na segunda etapa, aos 23, Regis cruzou e Anderson Cavalo, de cabeça, abriu o placar. Um dos poucos destaques do São Paulo, o meio-campista Paulo Henrique quase empatou na sequência. Após driblar um adversário, chutou e a zaga desviou.

Marquinhos Cipriano, Brenner e Marcos Guilherme entraram, mas o Tricolor continuou inoperante. Aos 41, em jogada de falta ensaiada, Maicon Souza definiu o marcador.

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Pitaco do Chucky. Brasil, um país dominado por quadrilhas de partidos.

Super-Neymar. Em sua melhor partida desde que aterrissou no PSG, Neymar estraçalhou o Dijon no Parque dos Príncipes, pela 21ª rodada do Campeonato Francês. O brasileiro comandou o massacre de 8 a 0. Marcou quatro gols, um deles de placa (driblou cinco adversários), e deu duas assistências. Pela quinta vez na carreira, correu quatro vezes para o abraço numa partida – a primeira pelo Paris. Neymar tem agora 24 gols em 23 embates. E 14 assistências. Noves fora, ele participou de 38 gols do PSG na temporada.

Super-Neymar 2. Os outros tentos do PSG foram assinalados por Di Maria (dois), Mbappé e Cavani. O ‘matador’ uruguaio chegou a 156 gols com a camisa do time francês e igualou a marca do sueco Ibrahimovic como maior artilheiro da história do clube. Ibra, porém, precisou de menos partidas, 180 contra 226 de Cavani. O Paris Saint-Germain lidera o campeonato com 56 pontos, 11 à frente do Lyon. No domingo, o PSG encara o Lyon, fora de casa.

Zé Corneta. Os momentos de felicidade financeira do futebol também atingiram o basquete no Vasco. Os jogadores não veem a cor do dinheiro desde outubro do ano passado.

Flu dança. Sob as bênçãos de 1.653 testemunhas (R$ 41.540), o Fluminense começou a pagar pela bagunça administrativa. Com uma equipe de jovens, perdeu do Boavista por 3 a 1, em Saquarema, pela primeira rodada do Carioquinha. Os veteranos Leandrão, ex-Vasco, e Erick Flores, ex-Flamengo, duas vezes, garantiram os três pontos em Bacaxá. Caio descontou para os reservas do Tricolor. O ‘professor’ Abel Braga teve de recorrer à molecada porque os titulares só retornaram da Flórida na segunda. Em Volta Redonda, os garotos do Flamengo superaram o Volta Redonda por 2 a 0, gols de Lucas Silva e Pepê.

Sugismundo Freud. Vale mais um sábio inimigo do que um amigo ignorante.

Pé de obra. Não está nada fácil a vida do ‘professor’ Roger Machado no ninho dos periquitos em revista. Ele conta apenas com Scarpa, Lucas Lima, Guerra, Alione, Hyoran, Michel Bastos, Moisés, Bruno Henrique, Felipe Melo, Tchê Tchê e Thiago Santos para montar o meio de campo palmeirense.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Histórico: Scarpa consegue rescisão e é o primeiro a vencer o Fluminense nos tribunais.

Mezzo a mezzo. O Circo Brasileiro de Futebol está decidido a colocar em campo o árbitro de vídeo no próximo Brasileirão. A ideia será discutida na reunião do conselho técnico do campeonato, em fevereiro. Há, porém, um detalhe: apesar de estar com o cofre abarrotado de dindim, a casa maldita do ludopédio quer dividir os custos com os clubes. Cara de pau.

Patolino na geral. A estreia do Remo no estadual (3 a 0 no Bragantino) bombou no Mangueirão, em Belém: 30.860 pagantes.

Cano tricolor. O zagueiro Henrique, reforço do Corinthians, já sabe quando ficará tête-à-tête com o Fluminense na Justiça do Trabalho: 25 de junho. O atleta cobra um calote de R$ 9 milhões, assim distribuídos: férias e 13º (2016 e 2017), um mês e nove dias de salário, 17 parcelas do FGTS (relativas a 2015/16/17), além do prêmio pelo título da Primeira Liga/16. Mais duas feras colocaram o Tricolor no paredão: o goleiro Diego Cavalieri (R$ 6,2 milhões) e o meia Scarpa (R$ 9,4 milhões).

Gilete press. Deu no impagável ‘Piauí Herald’: “Julgamento de Lula será transmitido pelo canal Combate. Serão oito câmeras, quatro drones, vinte operadores de vídeo treinados pela SWAT, um Márcio Canuto nas reportagens de rua e mais de 150 quilômetros de cabos (o suficiente para fazer o percurso de ida e volta entre Guarujá e São Bernardo). ‘É luta de pegada! É soco de esquerda e joelhada de centro-direita! São os operadores do terceiro milênio’, grita Galvão Bueno, no comercial já em veiculação, que mostra imagens do último encontro de Lula com a lei. Lula já anunciou que deve subir ao octógono vestindo calção vermelho e uma camisa do Corinthians.” Pano rápido.

Tititi d’Aline. O circo da Fórmula 1 estuda mudar a função das grid girls. O diretor de marketing da categoria, Murray Barnett, acredita que elas poderão ser mais úteis do que apenas exalar beleza, segurar uma placa e ficar ao lado de um carro com um guarda-chuva para proteger o piloto. Ou seja, exercerão um papel mais relevante, deixarão de ser apenas um objeto, um chamariz.

Você sabia que… o Corinthians não ganha um Paulistinha em ano par há 30 anos, desde que derrotou o Guarani com um gol de Viola em 1988?

Bola de ouro. Gerson. O ‘Canhotinha de Ouro’ da Copa de 70 matou a pau em entrevista ao ‘Uol’. O ‘Papagaio’ não fez média com ninguém. Ao ser questionado sobre quem jogou mais, Romário ou Ronaldo, fuzilou: “Romário foi muito melhor. Tudo que o Ronaldo fez, o Romário fez; tudo que o Ronaldo não fez, o Romário fez. Então, é o melhor.”

Bola de latão. Coelho. O ex-lateral-direito levou bomba como ‘professor’ no vestibular das chuteiras, a Copinha. Maior ganhador do torneio, o Corinthians foi eliminado pelo Avaí (2 a 0) jogando pedrinha. O time colecionava 31 partidas sem derrota na competição, desde a final de 2014. Acumulava 28 vitórias e três empates. Único grande paulista a cair nas oitavas de final. Timãozinho, literalmente.

Bola de lixo. Carioquinha. O pontapé inicial foi empolgante no estádio Nilton Santos, o Niltão. Botafogo 2 x 2 Portuguesa atraiu nada menos que… 4.055 testemunhas. A renda chegou a incríveis R$ 84.100.

Bola sete. “Começaram os estaduais, longos e fracos. O tempo para treinar é pequeno, os times jogam demais e não formam bons conjuntos, o que prejudica a evolução de jovens promessas. Cria-se um ciclo negativo” (do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’ – no alvo).

Dúvida pertinente. Os fantasmagóricos estaduais servem para quê, além de trampolim para a cartolagem das federações?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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