Corinthians, um líder do Carille: 16 pontos de vantagem sobre o milionário Palmeiras

Guilherme Arana,  o melhor em campo, festeja o segundo gol corintiano

O Corinthians continua mais líder do que nunca. Simplesmente do Carille! Derrotou o Palmeiras por 2 a 0, na mansão Allianz Parque (39.091 pagantes/R$ 2.744.600,04), e chegou a 35 pontos em 39 possíveis, com fantástico aproveitamento de 89,7%.

Abriu apenas 12 pontos de diferença para Peixe e Flamengo, que dividem o segundo lugar – o time carioca tem um jogo a menos. De quebra, praticamente implodiu o sonho palmeirense de conquistar o bi. Os periquitos em revista estão em sexto lugar, com 19 pontos. Toma lá dá cá, noves fora: 16 pontos atrás do Corinthians. Uma eternidade!

A equipe corintiana acumula 27 confrontos sem derrota, a quinta maior invencibilidade da história do clube – o recorde é de 37 jogos, em 1957. O gigante Cássio completou sete jogos sem tomar gol. Já o Palestra voltou a perder em casa depois de 28 partidas (21 triunfos e sete empates). Tomou a segunda bordoada seguida no Brasileirão e respira momentos de tensão.

O time saiu de campo sob imensuráveis vaias e mestre Cuca foi bombardeado nas redes sociais pela torcida. Uma das cornetas: “O Cuca virou ‘professor Pardal’. Coloca atacante na lateral e zagueiro de centroavante. O Carille faz o feijão com arroz, cada um na sua, e está na liderança.”

Mais uma vez, o Corinthians foi cirúrgico. Frio e letal. Ofereceu a bola ao Palmeiras, mas raramente foi ameaçado para valer ao longo da partida. O Palestra abusou dos cruzamentos e consagrou a dupla Balbuena e Pablo, impecáveis pelo alto.

O time corintiano foi à frente com perigo em duas oportunidades, e pimba na caxirola. Aos 22 minutos do primeiro tempo, Romero rolou para Guilherme Arana, que foi derrubado por Bruno Henrique dentro da área. Jadson bateu o pênalti e guardou.

Na volta do vestiário, mestre Cuca apostou em uma mudança drástica. Borja entrou no lugar de Bruno Henrique, Róger Guedes virou lateral-direito e Tchê Tchê foi para o meio. Não adiantou nada.

Aos 19 da etapa final, Guilherme Arana, o grande destaque do líder, fechou o caixão palmeirense, após receber belo passe Romero. E o silêncio tomou conta da mansão alviverde. Depois do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago, o badalado Palmeiras também naufragou no Brasileirão.

No fim de semana, o Corinthians receberá o Furacão, às 19 horas de sábado, no Itaquerão, minha casa minha vida. O Palmeiras enfrentará o Vitória, domingo às 11 horas, no Allianz Parque.

Na abertura da 13ª jornada, mesmo sem Renato, Copete e Lucas Lima, o Peixe fisgou o Galo no Independência, com um gol do lateral Daniel Guedes na bacia das almas, mais precisamente aos 48 minutos do segundo tempo, em cobrança de falta.

Na etapa inicial, Victor e Vanderlei se destacaram. Cada um defendendo um pênalti. O goleiro do Galo pegou o chute de Kayke, enquanto Vanderlei segurou a batida de Fred. Além do pênalti, o santista também fez ótimas defesas durante a partida. E chegou ao fim no sacrifício. Ele sofreu uma lesão e não pôde deixar o gramado porque o ‘professor’ Levir Culpi já havia feito as três substituições.

Com a vitória, o Santos atingiu 23 pontos na vice-liderança do campeonato. Já o Galo, que perdeu o terceiro jogo em casa no Brasileirão e irritou a torcida (12.949 pagantes/R$ 333.473), permaneceu com 17 pontos na parte intermediária da tabela. O Horto deixou de fazer a diferença para a equipe de Minas.

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Pitaco do Chucky. Dilma cassada, Temer a caminho do calabouço, Rodrigo Maia no trono e Lula condenado: que país é esse?

Periquito bad boy. “Sou provocador. Falo bastante, protesto. E também tem aquela perseguição ao jogador brasileiro” – explicação do atacante Deyverson, novo reforço do Palmeiras, para os 14 cartões amarelos que tomou em 32 jogos do Campeonato Espanhol a serviço do Alavés. Ele disputou 37 partidas e marcou sete gols. Na comemoração de um deles, mais precisamente na vitória de 1 a 0 sobre o Real Sociedad, Deyverson provocou o maior auê: abaixou o calção para mostrar o desenho de um beijo tatuado próximo à cintura e por muito pouco não exibiu o bilau para a TV. Diante da repercussão negativa, pediu desculpas: “Não foi por mal, quis apenas homenagear minha família. O problema é que as pessoas criticam mais do que elogiam.”

Zé Corneta. Muralha pode virar pó de tijolo no ninho do Urubu: Diego Alves, 32 anos, está fazendo as malas no Valência e pretende voltar ao Brasil.

Periquito bad boy 2. Deyverson, 26 anos, começou no Grêmio Mangaratibense, do Rio. Em 2012, o jogador se transferiu para o time B do Benfica e, depois, passou por Belenenses, Colonia e Levante, que o emprestou ao Alavés. O Palmeiras, by Crefisa, contratou o atacante por 5 milhões de euros (R$ 18,7 milhões). O atleta deve assinar por cinco anos.

Sugismundo Freud. A humildade só tem valor quando não é submissa.

Chapéu na mão. Sem dinheiro até para comprar um saquinho de pipoca, a nau vascaína sucumbiu à proposta do Manchester United e negociou o volante Douglas, 19 anos, por 13 milhões de euros (R$ 45,5 milhões). Uma joia rara! Havia muito tempo que um garoto não brilhava tanto no porto de São Januário. Se esperasse um pouco mais, certamente o capitão gancho Eu-rico Miranda poderia beliscar um café no bule mais robusto, mas mesmo assim Douglas se tornou a maior transação da história do clube. No entanto, ainda está muito longe do faturamento do coirmão Flamengo com a venda de Vinicius Júnior ao Real Madrid, algo em torno de R$ 150 milhões. Douglas disputou 39 jogos pelo Vasco e marcou cinco gols.

Caiu na rede. Rogério Ceni devia pegar a multa de R$ 5 milhões do São Paulo e montar o ‘Mico Futebol Clube’.

João-sem-braço. Duque de Caxias x São Gonçalo, pela Série C do Carioquinha sub-17, é mais um exemplo de que nada é impossível na pátria das chuteiras furadas. A partida foi decidida no WO simplesmente porque o Duque de Caxias usou farinha de trigo para marcar o campo e não cal. Sua senhoria, o assoprador de latinha Diogo de Souza Andrade, não quis conversa. Esperou 30 minutos e, como o problema não foi resolvido, penalizou o Duque de Caxias. O jogo seguinte, às 15 horas, entre os mesmos times, mas pelo sub-15, ocorreu normalmente, já o clube havia colocado a cal.

Patolino na geral. São Januário, estádio de futebol ou arena de bandidos?

Dona Fifi. Aos 38 anos, Emerson ‘Bitoca’ mostrou na derrota da Ponte que ainda tem muita lenha para queimar e certamente seria muito mais útil ao Corinthians do que Kazim, o ‘gringo da favela’.

Zapping. Ninguém aguenta mais Galvão Bueno como advogado de defesa de Felipe Massa. Já encheu a caçamba.

Gilete press. De Sérgio Rangel, na ‘Folha’: “O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, 76 anos, articula nos bastidores a sua reeleição para abril. Acusado pelo FBI de receber propina na venda de direitos de torneios no Brasil e no exterior, o paulista vai tentar ser eleito para mais quatro anos no poder antes da disputa da Copa. Pelo estatuto da entidade, o pleito pode ser realizado até um ano antes do final do atual mandato, que se encerra em abril de 2019. O cartola avalia que um insucesso da seleção no Mundial poderia complicar a sua reeleição. Apesar de articular sua reeleição, Del Nero só vai assumir publicamente sua candidatura após o julgamento de Marin nos EUA, em novembro. Após a prisão do ex-presidente da CBF, Del Nero preferiu ficar no Brasil, que não tem acordo de extradição com os EUA. Desde então, ele nunca mais representou o futebol nacional no exterior.” #ForaNero.

Rosamundo, o pensador. Até a sombra assusta o assustado.

Tititi d’Aline. Sem patrocinador master desde março do ano passado, o Fluminense corre desesperado atrás de um carimbo para o enxoval. Até agora, o Tricolor carioca embolsou pouco mais de R$ 3 milhões em publicidade. A cartolagem esperava arrecadar três vezes mais, já que sonhou com um faturamento superior a R$ 18 milhões ao final da temporada. Em 2016, o clube beliscou R$ 16 milhões, R$ 10 milhões a menos do que em 2015. O último patrocinador foi a Vitton, que saiu da camisa por calote.

Você sabia que… o soberano Tricolor ganhou apenas dois pontos em 21 possíveis nos últimos sete jogos?

‘Bola de ouro’. Arena Pernambuco. Uma joia da ‘Copa das Copas’ que reluz como nunca no Recife: média de público nesta temporada é de 3.078 testemunhas por jogo. Desde 13 de julho de 2014, o estádio recebeu 108 partidas, com público total de 948.739 pagantes (média de 8.785 por jogo), segundo levantamento do ‘Sr. Goool’. É a quarta pior marca entre os 12 palcos do Mundial.

Bola de latão. Cueva. O meia peruano parece mesmo disposto a suar a camisa pelo soberano Tricolor. Ao saber que ficaria no banco contra o Peixe, ele se recusou a pegar a Imigrantes e descer a serra com o time. Mais que uma bronca da cartolagem, Cueva deveria sentir no bolso a declaração de amor ao São Paulo.

Bola de lixo. Solomon Nyantakyi. O volante ganês foi preso em Milão por ter assassinado a mãe e a irmã. O atleta de 21 anos, que passou pelas divisões de base do Parma, estava sem clube e era procurado desde terça, depois que os corpos das vítimas, Nfum Patiente, de 43 anos, e Magdalene, de apenas 11, foram localizados em casa, na cidade de Parma. Segundo a polícia, o jogador estava sofrendo de depressão.

Bola sete. “A Prefeitura do Rio negocia com empresas estrangeiras a venda de equipamentos usados na Rio 2016, que atualmente estão esquecidos no Parque Olímpico” (de Bruno Góes, no ‘Globo’ – e o legado, oh!).

Dúvida pertinente. Soberano São Paulo: o inferno da segundona é logo ali?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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