San Gennaro já está de plantão: Palmeiras decide futuro contra o Corinthians

Thiago Neves, o melhor em campo, abriu o caminho da vitória dos mineiros

Não tem choro nem vela, e San Gennaro já está de plantão. O Palmeiras joga o futuro no Brasileirão contra o líder Corinthians, quarta, na mansão Allianz Parque. Depois da derrota para a Raposa por 3 a 1, o Palestra ficou no bico da cegonha sem asas: é vencer ou vencer o coirmão no Derby. Só assim poderá continuar sonhando com o bicampeonato.

O fracasso no Mineirão (15.129 pagantes/R$ 387.378) acabou com uma sequência de quatro vitórias consecutivas dos periquitos em revista. Pior: manteve o time com 19 pontos, nada menos que 13 atrás do Corinthians, após 12 rodadas. Ou seja, se levar bucha dos corintianos, a diferença aumentará para 16, e aí Inês é morta. “O Corinthians tem feito uma campanha fora do normal, mas uma hora vai tropeçar. Vamos fazer uma grande partida diante do nosso torcedor”, disse Willian, depois da derrota.

O Palmeiras até que começou bem a partida contra a Raposa. Controlou as ações por um bom tempo, teve chances de encaçapar o goleiro Fábio e ainda foi prejudicado pelo assoprador de latinha Péricles Bassols, que ignorou um pênalti de Murilo em Róger Guedes, aos 18 minutos.

Aos poucos, o time mineiro foi se acertando, equilibrou as ações e abriu o placar, aos 31: Alisson lançou Thiago Neves que, quase sem ângulo, mandou a bola para a rede, com leve contribuição de Fernando Prass. Aos 42, Hudson marcou o segundo da Raposa, ao desviar de cabeça um chute de fora da área de Lucas Romero. O pão de queijo foi para o vestiário com uma vantagem exagerada.

Mestre Cuca mudou o time no intervalo. Colocou Keno na vaga de Mayke, passando Tchê Tchê para a lateral direita. O Palmeiras melhorou, tomou conta do meio de campo e, aos 16, Willian diminui o prejuízo ao concluir de cabeça um cruzamento de Róger Guedes. Cuca trocou Zé Roberto por Raphael Veiga e Egídio por Michel Bastos a fim de aumentar a pressão sobre os mineiros.

A Raposa tratou de fechar a casinha e apostar em contragolpes. Deu certo, aos 46: Élber, que havia entrado no lugar de Thiago Neves, o melhor em campo, entrou sozinho na área, chutou em cima de Fernando Prass, pegou o rebote e matou o Periquito no Mineirão. Com o resultado, o ‘professor’ Mano Menezes respira mais aliviado no comando da equipe mineira, que subiu muito na tabela e entrou no G6.

No aquário da Vila Belmiro (10.322 pagantes/R$ 422.935), o Peixe derrotou o soberano Tricolor por 3 a 2, ultrapassou o Palmeiras e assumiu a quarta colocação, com 20 pontos. Já o São Paulo despencou ainda mais na tabela. Caiu para a penúltima posição, com 11 pontos. O time foi superado por Vitória e Avaí. Só está na frente do Atlético/GO, que tem sete. Na próxima quinta, os dois lanternas medem forças no Morumbi.

A grande estrela do Santos foi Copete. Mesmo com ferimentos de queimadura na barriga por causa de um incidente doméstico, Copete destruiu a defesa do Tricolor e marcou os três gols. O garoto Shaylon e o zagueiro estreante Arboleta diminuíram para o São Paulo. Que chegou a estar perdendo por 3 a 0 e viu Pratto desperdiçar um pênalti – a bola bateu na trave. Dorival Júnior será apresentado nesta segunda como ‘professor’ do Tricolor. A equipe não vence há sete jogos no Brasileirão.

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Pitaco do Chucky. Um morto e três baleados: saldo da guerra em São Januário. O poeta está certo: vamos devolver o Brasil aos índios e pedir desculpas.

Jogo sujo no soberano. A cartolagem do soberano Tricolor, com CA de Barros e Silva à frente, decidiu apelar para um lamentável golpe baixo. Ciente de que a maioria dos torcedores havia se posicionado contra a demissão do ‘professor’ Rogério Ceni, os ínclitos dirigentes são-paulinos resolveram fomentar uma campanha contra o maior ídolo da história do clube. Sempre que estão ao lado de um jornalista, eles tentam denegrir a imagem do M1to, jogar em suas costas a incompetência que orgulhosamente instalaram no Morumbi. A última cartada: Rogério Ceni colecionava uma série de inimigos no departamento profissional, entre os quais Maicon (pediu para ser vendido), Cueva, Gilberto, Rodrigo Caio, Denis, Wellington Nem, Cícero, Buffarini e Bruno. Tremendo blá-blá-blá, mais uma jogada ridícula de quem está levando o São Paulo para o buraco.

Sugismundo Freud. A maior miséria vem da preguiça.

Estrela Solitária. É incrível como a mídia caolha menospreza o Botafogo carioca. O clube chega a ser marginalizado. Sem grandes estrelas, com um orçamento mais limitado que salário de aposentado e um ‘professor’ capaz de fazer mágicas na casamata, o clube vai devorando adversários na Libertadores, mas seus feitos são pouco aplaudidos. A equipe já triturou quatro campeões continentais (Colo-Colo, Olímpia, Atlético Nacional e Estudiantes) e está na bica para despachar mais um (Nacional do Uruguai), porém não é reverenciado. uma simples vitória do Flamengo no Brasileirão, por exemplo, ganha muito mais espaço.

Zé Corneta. Corintiano Fabio Carille detona troca-troca de ‘professores’ e diz que duas mudanças ‘foram sacanagem’. Não se desespere, pode esperar, a tua hora também vai chegar.

Estrela Solitária 2. A isonomia no tratamento é solenemente ignorada, mesmo com o Botafogo a caminho das quartas de final da Libertadores, o sonho de consumo de 11 de cada 10 times brasileiros. A melhor campanha do Botafogo no torneio aconteceu em 1963, quando a competição tinha apenas nove times e o esquadrão com Mané Garrincha, Nilton Santos e Jairzinho, pai do técnico Jair Ventura, foi eliminado pelo Peixe nas semifinais. Foooooogo!

Zapping. Um jornalista que frequenta diariamente a telinha é conhecido por empresários como ‘porta-voz’ da classe. Ou seja, o amigo de fé lança balões de ensaio, coloca o cliente (jogador) no burburinho do mercado, se colar…

Porta da esperança. O mercado europeu está devagar, quase parando: as cinco principais ligas do continente investiram até o momento somente 1,2 bilhão de euros (R$ 4,6 bilhões) em reforços. De acordo com levantamento do site ‘Transfermarkt’, a Alemanha lidera o ranking, com 350 milhões de euros em contratações.

Patolino na geral. Peixe ameaça punir conselheiro que vazou foto da terceira camisa do time. O mais correto seria castigar o gênio que desenhou o enxoval.

A vida é bela. A lutadora russa Justine Kish recebeu uma proposta de patrocínio da Dude Wipes, fabricantes de lenços umedecidos, muito usados na limpeza de bumbum de bebê. Kish ganhou destaque recentemente por ter defecado no octógono ao tentar se livrar de um ‘mata-leão’ aplicado por Felice Herring, numa luta em Oklahoma City (EUA). Vale tudo.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil’). Santos: Nilmar derruba caneta na coxa na hora de assinar contrato e para por seis meses.

Gilete press. De Mauro Cezar Pereira, no ‘ESPN’: “A batalha de São Januário refletiu algo muito maior do que um grupo de ‘vândalos, baderneiros, desordeiros’, como é comum ouvirmos a cada confusão em estádio de futebol. Não foi briga de torcidas de diferentes clubes, não foi confronto motivado por rivalidade entre organizadas de um só time. Foi o estopim aceso sobre o barril de pólvora no qual a Colina se transformou. Vascaínos não aguentam mais Eurico Miranda. Querem mudanças urgentes. Essa insatisfação só cresce. É Vascaínos x Euriquistas.” No alvo.

Rosamundo, o pensador. Almoço sem arroz com feijão é como vaso sem flores.

Tititi d’Aline. O pugilista Floyd Mayweather, 40 anos, realizou um velho sonho: inaugurou a ‘Girl Collection’, uma boate de striptease em Las Vegas. O lutador investiu mais de US$ 10 milhões na casa noturna de seis mil metros quadrados. A decoração é a cara de Mayweather: extravagante, cheia de cores e de muito luxo. Há quatro festas por semana. Uma garrafa de tequila sai por R$ 10 mil. O freguês pode curtir show privado – a mulher tira a roupa e dança no seu colo. Em junho, o boxeador usou as redes sociais para contratar ‘meninas exóticas’. Em 26 de agosto, Mayweather lutará com o campeão do UFC Conor McGregor, na papagaiada do século.

Você sabia que… Ronald, filho do fofo Ronaldo, defenderá o futebol brasileiro nas Macabíadas, em Israel?

‘Bola de ouro’. Plim-plim. Usa e abusa do poder financeiro e da paciência do telespectador. Bateu o pé, rodou a baiana e programou a final da Liga Mundial de vôlei masculino para as 23 horas de sábado. Pouco se lixou para as reclamações dos jogadores e da galera, que tiveram de encarar o maior frio no estádio do Furacão. Castigo: a seleção brasileira perdeu o título para a França.

Bola de latão. Grafite. Depois de seis meses, 24 jogos e apenas um gol (de pênalti), o atacante rescindiu o contrato com o Furacão. O jogador alegou estar insatisfeito com seu desempenho. Aos 38 anos, Grafite não definiu seu futuro. Mas não poderá acertar com um clube da Série A, já que disputou nove jogos pela equipe paranaense.

Bola de lixo. Vândalos vascaínos. Os animais voltaram a atacar na derrota para o Flamengo. Transformaram o porto de São Januário numa praça de guerra. Tentaram invadir o gramado e espalharam o terror pelas arquibancadas. Atiraram objetos e até bombas nos policiais. Mais uma aula de selvageria e impunidade.

Bola sete. “Peço desculpas em nome do Vasco. O que aconteceu aqui não é Vasco. Não tem nenhuma justificativa. Mas preciso deixar uma coisa muito clara: nós, como fazemos sempre, tomamos todas as providências para que o jogo pudesse transcorrer sem incidentes. O problema é que a revista foi mal feita. E a revista não é do Vasco, mas da PM. Isso explica os artefatos” (do capitão gancho Eu-rico Miranda, sobre a baderna depois do jogo com o Urubu – todos são culpados).

Dúvida pertinente. Interdição de estádio e perda de mando de jogo: o valor de uma vida?

O que você achou? jr.malia@bol.com.br

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